Por *José de Castro
Hoje, eu não queria um poema triste.
Mas dentro de mim a melancolia insiste.
Mas dentro de mim a melancolia insiste.
Noite sem qualquer estrela, jardim despido de flor.
Um céu sem azul, um arco-íris sem brilho nem cor.
Um céu sem azul, um arco-íris sem brilho nem cor.
Som de violino ao longe, barco vagando ao léu?
Ou seria folha solta de outono perdida no céu?
Ou seria folha solta de outono perdida no céu?
Um eco distante, um pio de pássaro ferido?
Apito agudo de maria fumaça, um grito doído?
Apito agudo de maria fumaça, um grito doído?
Ou seria um arrepio fora do trilho, um espanto?
Uma dor, solidão, açoite e desencanto?
Uma dor, solidão, açoite e desencanto?
Alegria cigana viaja e a sorte de mim se esconde.
Há um frio, uma agonia que vêm não sei de onde.
Há um frio, uma agonia que vêm não sei de onde.
Há uma ausência etérea, um buraco, um enorme vazio.
Dentro em mim, desespero, solidão e desvario.
Dentro em mim, desespero, solidão e desvario.
E chora o poema rimas tristes ao cair da tarde.
Da alegria dos versos restou apenas saudade.
Da alegria dos versos restou apenas saudade.
*José de Castro, jornalista, escritor, poeta. Autor de “Quando chover estrelas” e “Apenas Palavras”. Autor de “Poemas Brincantes”, dentre outros livros infantis. Membro da Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil – ALACIB, Mariana/MG. Contato: josedecastro9@gmail.com
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