O deputado Ricardo Motta (PROS) homenageou o jornalista Ticiano Duarte,
falecido no último dia 1º de agosto, na praia de Pipa, onde participava
de Festival Literário. O parlamentar usou a tribuna do plenário da
Assembleia Legislativa para falar sobre a história de vida do escritor e
político norte-rio-grandense.
“O universo político, jornalístico, literário e humano do Rio Grande
do Norte perdeu uma de suas mais luminosas inteligências com a morte
brusca de Ticiano Duarte. Homem de fino trato, de gestos nobres, incapaz
de uma indelicadeza com quem quer que fosse. Ticiano Duarte conquistou o
respeito dos que concordavam e discordavam dos seus pontos de vista”,
disse o deputado em seu pronunciamento.
Ricardo Motta ainda lembrou de Ticiano como exemplo cívico. Na
ditadura, ele foi editor do Jornal Tribuna do Norte, foi enquadrado pela
Lei de Segurança Nacional e não continuou lutando, segundo o deputado.
Ele também lembrou da amizade com seu pai, o ex-deputado Clóvis Motta e
do escritor Ticiano Duarte, de livros como “No Chão dos Perrés” e
“Pelabuchos” e do artigo “A Solidão dos Vencidos”, que narra a visita do
então ministro, João Goulart.
“Depois de perdermos Agnelo Alves, perdemos Ticiano, homem plural.
Algum dia, nesta terra de tantas omissões, alguém haverá de dizer:
quanta falta faz Ticiano”, concluiu Ricardo Motta.
Os deputados Hermano Morais (PMDB) e Gustavo Fernandes (PMDB), ambos
correligionários de Ticiano Duarte, apartearam o pronunciamento de
Motta. Hermano lembrou que o jornalista ocupou vários cargos públicos e
falou do ser humano “afável, doce, e que nunca perdeu a ternura”.
Gustavo Fernandes disse que Ticiano era uma pessoa amada, que o
inspirava com seus conselhos e experiência. “O PMDB perdeu um grande
quadro. Deus abençoe a família e a alma de Ticiano Duarte”, finalizou.
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