domingo, 23 de novembro de 2014

Itens da ceia de Natal sobem até 20% no supermercado

Aves, queijos finos, frutas variadas, o tradicional panetone, bebidas. Itens que costumam compor a mesa da ceia natalina começam a aparecer nas prateleiras dos supermercados da capital potiguar, alguns com até 20% de reajuste em relação a 2013. Entretanto, há discordâncias dentro do setor. Para alguns, a expectativa é que os preços não subam muito além da inflação, que deve terminar o ano perto da meta do Governo, 6,5%. Os produtos que devem sofrer reajustes maiores são os importados, especialmente bebidas, azeites e bacalhau, além daqueles que possuem matéria-prima importada, como o trigo.

De acordo com o economista e consultor financeiro Janduir Nóbrega, as razões passam pela alta do dólar, questões climáticas, entressafra de alguns produtos e encarecimento do óleo diesel, o que também eleva o preço do transporte de carga e, consequentemente, dos valores de produção.
Impulsos
Economista e diretor comercial da Rede Mais, Eugênio Medeiros confirma. “Observamos que os reajustes da indústria nos produtos sazonais em relação ao ano passado tem índices dentro dos parâmetros da inflação desse período (de 6% a 10%). Em relação aos meses anteriores, não há grandes mudanças, exceto no caso de produtos que estão sofrendo dificuldade na oferta, devido a questões climáticas, como é o caso dos derivados de leite (creme de leite, leite condensado). Mas as negociações estão em curso no sentido de evitar grandes reajustes de preço”, disse.
O presidente da Associação de Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn) discorda das pequenas taxas. Para ele, alguns produtos chegam a ficar 20% mais caros. “Tivemos reajuste de energia e de vários outros elementos que compõem influenciam no frete, além de alguns insumos”. (Ver infográfico)
info
O Nordestão garante que os preços de hoje estão idênticos aos de 2013 nessa mesma época do ano e que até o Natal não sofrerão reajuste. Isso porque a mercadoria foi comprada com antecedência. “Nem todo mundo teve a ousadia de estocar ou realizar o que chamamos de pedidos programados”, disse o diretor-presidente Manoel Etelvino, ao explicar também que na indústria a variação de preços será pequena, já que a demanda caiu. Apesar disso, espera aumentar suas vendas. O motivo é o investimento em infraestrutura das lojas, além de treinamento para os colaboradores. (Tribuna do Norte)

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